Um
dos muitos anjos de Deus recebe uma mensagem direto da Fonte criativa que
manifesta o desejo de colocar em movimento o processo evolutivo do universo.
Assim
lhe fala o Senhor:
“Vai, reúne uma equipe em meu nome e naquela galáxia
escolhe uma estrela recém-nascida. No raio de ação da estrela escolhida
determina o melhor ponto no espaço e constrói um belo planeta para que eu possa
desenvolver e habitar através dos meus filhos. Essa é a minha vontade”.
O
anjo, honrado com a missão, agradece e sem que precise buscar ajuda, se vê
rodeado de outros anjos, seguidores, que também conhecem a vontade de Deus.
Esse
batalhão de construtores do Universo começa o trabalho. Assim sempre foi e sempre
será.
Nesse
caso, o aglomerado de estrelas é aquele que chamamos de Via Láctea e dentre as
bilhões de luzes que formam essa galáxia, a estrela escolhida foi o Sol.
As
forças divinas determinam o local exato para o início da construção da Terra,
como hoje chamamos o nosso lar. Esse local é estratégico porque fica protegido
do espaço exterior ao sistema solar pelo gigante planeta Júpiter.
No
ponto determinado, as energias angelicais, utilizando a força magnética cósmica,
provocam um poderoso giro onde ainda não existe nenhum corpo. Esse giro se
mantém por um enorme período e cada vez mais arrasta poeira cósmica para seu centro
até formar um grande aglomerado rochoso.
Os
anjos vão esculpindo o planeta e da mesma forma que um ferreiro põe o ferro em
brasa para moldar uma espada, a equipe, liderada pelo anjo enviado pelo
Criador, aquece todo o material rochoso, envolvido no giro, para que se funda e
forme uma única rocha incandescente.
Nessa
sopa de rocha incandescente, os elementos mais pesados, tal qual o ferro,
afundam formando o núcleo e os mais leves ficam na superfície para formar a
crosta terrestre. Poderíamos dizer que “a Terra está no forno”.
Para
o ferreiro, o seu martelo é o instrumento que dá forma à sua criação, mas o
martelo dos anjos construtores são outros corpos rochosos que se chocam de
forma calculada com o planeta que está sendo preparado.
Muita
força está sendo utilizada nessa tarefa, por isso a equipe se divide.
Um
grupo de anjos, denominados mestres do magnetismo, trata do equilíbrio
magnético do corpo em formação.
Outro
grupo, chamados de mestres do fogo, se ocupa com o fornecimento de energia
calorífica na medida certa para cada etapa do trabalho.
Um
terceiro grupo, os mestres da forma, calcula e desvia os corpos celestes
necessários e suficientes para colisões que vão dar a forma desejada ao futuro
planeta e assim por diante.
Todos
os grupos são coordenados pelo anjo que recebeu a missão direto da Fonte central
criativa.
O
giro continua e o corpo celeste cresce e crescerá até atingir o equilíbrio que
necessita para se manter preso a uma distância constante no campo magnético do
Sol. Essa estrela será sempre a mãe da vida que prosperará na Terra.
Nesse
momento, onde aparentemente nada existia, já temos um enorme corpo rochoso e
ardente. Com o aumento de sua massa aumenta também a sua capacidade de atrair
rochas menores que constantemente se chocam e se fundem com a superfície. A
essa força de atração demos o nome de gravidade.
Imaginemos
agora a seguinte cena: uma grande esfera em brasa girando rapidamente, mas com
um eixo que oscila, da mesma forma que um pião colocado para girar pelo fio que
a criança enrola nele, oscila quando vai perdendo a sua velocidade. O eixo
imaginário, em torno do qual o grande bloco rochoso rodopia, balança.
As
equipes angelicais precisam promover o equilíbrio para eliminar o balanço do
eixo fazendo com que ele se mantenha alinhado.
Os
mestres do campo magnético, do fogo e da forma se reúnem e decidem que a terra
precisa de uma âncora. Melhor dizendo, necessita ser ancorada por um peso
externo para ajustar o seu giro e eliminar o balanço do seu eixo. Dizendo de
outra maneira, precisa de um corpo que gire preso ao seu campo gravitacional.
Daí surgiu a necessidade de uma Lua. Como criá-la?
Os
mestres da forma tomam outra decisão e desviam uma grande rocha em direção à
Terra. A colisão é tamanha que a rocha menor se pulveriza e suas partículas
formam um anel de poeira em torno da Terra.
Os
mestres do fogo fornecem o aquecimento necessário para que essa poeira ao longo
de um tempo se agregue formando outra rocha menor que gira em torno do planeta
em construção.
Por
sua vez, os mestres magnéticos promovem vários ajustes nas forças de atração
entre a Lua e a Terra, bem como entre a Terra e o Sol.
Nosso
sistema está começando a tomar forma na manifestação do Criador. E Deus viu que
era uma bela obra em andamento. Mas ainda faltava muito para que seus filhos pudessem
habitar e desenvolver o planeta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário